Crônicas

  • “A morte é um dia que vale a pena viver”: um livro sobre a vida, não sobre a morte

    “A morte é um dia que vale a pena viver”: um livro sobre a vida, não sobre a morte

    Hoje, enquanto acompanhava minha mãe no hospital, minha médica me indicou um livro. O título, confesso, não é daqueles que passam despercebidos: “A morte é um dia que vale a pena viver”, de Ana Claudia Quintana Arantes.

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  • Uma taça, uma pausa e nenhum motivo especial

    Uma taça, uma pausa e nenhum motivo especial

    Durante muito tempo, a gente aprende que certas coisas precisam de ocasião. O vestido bonito espera um jantar. A louça melhor espera visitas. O perfume mais caro espera uma festa. E o vinho também. Como se abrir uma garrafa pedisse uma justificativa. Como se fosse preciso estar comemorando alguma coisa muito grande para merecer esse…

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  • O dia que eu voltei pra mim

    O dia que eu voltei pra mim

    Verdades sentidas sobre amor, perda e recomeço Existem histórias que a gente vive. E existem histórias que a gente precisa entender. Por muito tempo, eu achei que amar fosse insistir. Ficar. Tentar mais uma vez. Perdoar mais uma vez. Esperar mais um pouco. Achei que amor também fosse suportar os silêncios, compreender as ausências e…

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  • Uma oração ao tempo

    Uma oração ao tempo

    Eu nunca soube conversar com o tempo. Passei boa parte da vida reclamando que ele demorava. Queria que as coisas acontecessem logo, que os dias difíceis terminassem, que os sonhos chegassem, que as respostas aparecessem. Agora eu queria justamente o contrário. Queria pedir ao tempo que andasse devagar. Que não tivesse tanta pressa em mudar…

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  • Nem tudo precisa fazer sentido

    Nem tudo precisa fazer sentido

    Passei muito tempo achando que precisava entender tudo o que eu sentia. Se eu amava, então tinha que amar o tempo inteiro. Se estava feliz, não podia sentir tristeza. Se sentia saudade, deveria querer de volta. Se estava com raiva, talvez já não amasse mais. Como se sentimento obedecesse a alguma lógica. Mas não obedece.…

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  • Entre o abraço e a distância

    Entre o abraço e a distância

    Eu amo minha cunhada. Amo de verdade. Tenho admiração por ela, carinho, vontade de abraçar, beijar, colocar no colo e cuidar. Tem dias em que olho para ela e penso no quanto ela é importante para mim, no quanto gosto de tê-la por perto. Mas também existem dias em que ela me irrita profundamente. E…

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  • Eu ainda prefiro ser boba

    Eu ainda prefiro ser boba

    Eu ainda prefiro ser boba Tem gente que acha que ser esperto é não confiar em ninguém. É desconfiar de tudo, prever cada movimento, perceber segundas intenções, ter sempre uma resposta pronta e jamais deixar que alguém passe a perna. Talvez seja. Mas eu nunca fui muito boa nisso. Eu acredito. Acredito no que me…

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  • Eu não sei ser metade

    Eu não sei ser metade

    Eu nunca soube gostar pela metade. Também nunca soube ir embora pela metade, sofrer pela metade, perdoar pela metade ou fingir que não me importo quando estou claramente me importando mais do que deveria. É um defeito cansativo. Porque quem sente muito também se machuca muito. E eu já tentei ser diferente. Já tentei ser…

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  • Pertencer nunca foi meu forte

    Pertencer nunca foi meu forte

    Às vezes, a gente se pergunta o que está fazendo aqui. Qual é o fundamento de tudo isso? Existe alguma explicação? E, se existe, quem é capaz de explicar? Um dia, vi nas redes sociais uma criança dizendo que queria processar os pais por terem colocado ela no mundo. Achei tão interessante… Também queria processar…

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  • Lembranças que ainda respiram

    Lembranças que ainda respiram

    Enquanto escrevo esta crônica, mamys está no hospital, muito bem acompanhada e, com as graças de Oxalá, cercada de cuidado. E eu estou aqui. De roupão, na sala de casa, porque chove e faz frio. Fui ao mercado buscar um vinho, fiz um rondelli e, mais uma vez, confirmei uma suspeita antiga: eu sou completamente…

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Sobre mim

Tudo que eu sinto, eu tento falar, mas nem sempre consigo. Não consigo formar uma frase em voz alta dizendo o que sinto. Por isso escrevo. E escrevo o que sinto. Às vezes sei exatamente o que é: raiva, dor, saudade, amizade, indignação, amor… Mas, na maioria das vezes — para não dizer 95% delas — eu simplesmente não sei o que sinto. E escrevo na esperança de que, ao me ler, eu consiga entender um pouco mais de mim mesma.